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Como precificar conserto de celular (a conta real, peça + mão de obra + taxas)

Como precificar conserto de celular na prática: dobre o custo da peça, some a taxa da maquininha e o frete. A fórmula real, com exemplos de bancada e o reparo que não compensa.

Carlos

Por Carlos · Financeiro e gestão do negócio

Técnico calculando o preço de um conserto de celular na bancada, com peça e maquininha de cartão

Para precificar um conserto de celular a regra prática é dobrar o custo da peça e somar as taxas — a maquininha (cerca de 10%) e o frete (R$30 a R$40). Numa troca de tela, uma peça paralela de iPhone 11 a R$110 vira um serviço de R$350 a R$400. Mas a fórmula muda de peso conforme o reparo: em uns o preço é a peça, em outros é a mão de obra. Abaixo está a conta real da bancada, com exemplos, o que separa peça de trabalho e o reparo que não compensa aceitar.

Como calcular o preço de um conserto de celular?

A base é uma fórmula simples que evita o erro nº 1 do iniciante — cobrar de menos e trabalhar de graça. Numa troca de tela, você dobra o custo da peça e ainda soma as taxas:

  • Dobra o custo da peça. É a margem que cobre o seu tempo e o risco do serviço.
  • Soma a taxa da maquininha. Uns 10% sobre o valor — o cartão come esse pedaço.
  • Soma o frete da peça. R$30 a R$40 que você pagou pra ela chegar.

Na prática: uma tela de iPhone 11 paralela custa cerca de R$110. Dobrando, some as taxas, e o serviço fecha entre R$350 e R$400. Uma tela de Android comum, tipo Moto G30, fica na faixa de R$280 a R$300.

“Você dobra o valor da peça e soma a taxa da maquininha e o frete.” — Arlan, dez anos de bancada e duas assistências próprias em São Paulo. Não é mágica: é a estrutura de preço de qualquer serviço bem feito.

A fórmula varia com região e concorrência, mas o princípio não muda: preço que não cobre peça, tempo e taxa não é preço, é prejuízo disfarçado.

O preço é a peça ou a mão de obra?

Aqui está o que a fórmula sozinha não mostra — e o que faz o iniciante errar mesmo dobrando o custo da peça: o peso da mão de obra muda em cada reparo.

Em reparos de peça cara, a peça manda. Numa troca de tela, a peça custa de R$250 a R$400 e a mão de obra pesa proporcionalmente menos — a conta de dobrar funciona bem.

Mas tem reparo em que a peça é quase nada e o que você cobra é o conhecimento e o trabalho. O caso clássico é o conector de carga: a peça custa cerca de R$5 e o serviço sai por volta de R$120. Se você “dobrasse a peça” aqui, cobraria R$10 e trabalharia de graça. O preço desse reparo é a sua mão de obra, não a peça.

Por isso precificar bem não é aplicar uma fórmula cega — é entender, reparo a reparo, quem pesa: a peça ou o trabalho. E o conector de carga é ainda um dos que mais entram na bancada (três a quatro a cada dez aparelhos), o que faz dele um dos melhores negócios: alta demanda, custo de peça mínimo, valor na mão de obra.

Qual conserto de celular não compensa fazer?

Precificar bem também é saber quando não aceitar o serviço. Nem todo aparelho que entra deve virar orçamento.

O caso mais claro é o aparelho que caiu na água. Ele dá retorno — muitas vezes você conserta, entrega, e ele volta porque não ficou 100%. Cada retorno é tempo, peça e desgaste com o cliente. Na conta real, esse reparo costuma não compensar, mesmo cobrando por ele.

O oposto também engana: o defeito “não liga” é o mais subestimado pelo cliente, que acha o preço caro. Mas um reparo de placa fica na faixa de R$400 a R$600 por modelo — e esse preço está dentro do esperado pelo nível do serviço. Aqui o trabalho de precificação é de comunicação: explicar por que custa o que custa, não baixar o preço pra fechar.

Recusar o reparo que dá prejuízo e sustentar o preço do reparo que assusta são as duas faces da mesma competência: precificar com a cabeça do negócio, não a do medo de perder a venda.

A precificação é só uma peça do negócio

A conta de preço resolve uma frente, mas o que sustenta a assistência vai além dela: escolher fornecedor de confiança, saber quando um reparo não compensa, conseguir cliente sem depender só de quem passa na porta e organizar a operação pra não retrabalhar.

Essa é a parte que quase nenhum curso entrega — e é o coração da Comunidade TNX: você monta o negócio com quem já opera duas assistências de verdade, e tem com quem falar quando aparece a dúvida de gestão e de preço que a fórmula sozinha não resolve. Não existe atalho; existe método e companhia.

Fórmula, faixas de preço e critérios baseados na operação real das assistências da TNX em São Paulo (2026). Ajuste à sua região, à sua concorrência e ao custo das peças no seu fornecedor.

Perguntas frequentes

Como calcular o preço de um conserto de celular?

A regra prática numa troca de tela é dobrar o custo da peça e somar as taxas: a maquininha (uns 10%) e o frete (R$30 a R$40). Exemplo: tela de iPhone 11 paralela a R$110 vira serviço de R$350 a R$400. O que muda a conta é o peso da mão de obra em cada reparo.

O preço do conserto é a peça ou a mão de obra?

Depende do reparo. No conector de carga, a peça custa cerca de R$5 e o serviço sai por volta de R$120 — quem pesa é a mão de obra. Já numa tela, a peça custa R$250 a R$400 e a mão de obra pesa proporcionalmente menos. Precificar sem separar os dois é o erro que come o lucro.

Todo conserto de celular compensa fazer?

Não. Aparelho que caiu na água costuma dar retorno e muitas vezes não fica 100% — normalmente não compensa aceitar. Saber recusar o reparo que dá prejuízo faz parte de precificar bem.

A parte que vira negócio é a comunidade.

A Comunidade TNX (inclusa na Formação) é onde você tira dúvida no mesmo dia, aprende a precificar e a captar cliente — do técnico ao dono de assistência.

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